Flora Gomes
Biografia
Flora Gomes nasceu em 1949, em Cadique, na Guiné-Bissau. Estudou cinema no ICAIC em Cuba e no Senegal. Trabalhou como repórter, ligado ao Ministério da Informação. Foi cameraman, fotógrafo e é um grande cineasta da Guiné-Bissau. Filmes: Mortu Nega, 1987, longa-metragem de ficção (Tanit de Bronze Cartago 1988, Melhor Filme de Estréia Fespaco 1989), Os Olhos Azius de Yonta, 1992, longa-metragem, ficção (Um Certain Regard, Cannes, 1992, Tanit de Bronze Cartago, 1992), Le Masque, 1993, curta-metragem, documentário. Po di Sangui, 1996, Longa-metragem, ficção (Mostra Competitiva Cannes, 1996, Tanit de Prata Cartago, 1996), entre outros.
Filmografia
1976 – O Regresso de Cabral (curta-metragem, documentário)
1977 – A Reconstrução (média-metragem, documentário) - co-realização com Sérgio Pina
1978 – Anos no Oça Luta (curta-metragem, documentário) - co-realização com Sérgio Pina
1987 – Mortu Nega (etnoficção)
1992 – Os Olhos Azuis de Yonta (longa-metragem, ficção)
1994 – A máscara (curta-metragem, documentário)
1996 – Po di Sangui (etnoficção)
2002 – Nha Fala (longa-metragem, ficção)
2007 – As duas faces da Guerra, co-realização com Diana Andringa (longa-metragem, documentário)
2013 – República di Mininus (longa-metragem, ficção)
Sinopses dos principais filmes:
1988 – Mortu Nega (Tanit de Bronze Cartago 1988, Melhor Filme de Estreia Fespaco, 1989)
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Sinopse: A história de uma mulher que busca por seu marido, enquanto a guerra pela independência está furiosa. Ela finalmente o encontra e salva sua vida. Quando a paz finalmente chega, eles têm que aprender a se juntar novamente e começar a viver em uma terra destruída.
Tempo de duração: 93 min.
Produção: Instituto Nacional do Cinema da Guiné Bissau; Cooperativa Arco Irís
Realizador: Flora Gomes
Cenário: Manuel Rambout BARCELOS, Flora GOMES
Imagem: Dominique GENTIL
Som: Pierre DONNADIEU
Atores: Tunu Eugénio ALMADA
Mamadu Uri BALDE
Bia GOMES
1992 – Os Olhos Azuis de Yonta (Un Certain Regard. Cannes, 1992, Tanit de Bronze Cartago 1992)
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Sinopse: Em modo de comédia dramática, entre os pequenos nadas do medo e do desejo, temos primeiro um ser humano, aqui como em qualquer lado do mundo. Temos uma «rapariga, muito bonita, apaixonada por um homem muito triste». Temos um velho combatente, distraído com os seus velhos ideais e seus novos negócios, que não vê o fraquinho que por ele tem a mulata de olhos azuis. Bela como é, não desdenha a moda. Alheio aos estratagemas do capitalismo e aos dramas do seu país em ruptura, um terceiro e estranho personagem existe: um jovem conterrâneo de Yonta, que lhe envia de Paris missivas românticas e absurdas. Já fora do triângulo, a quarta personagem da história é a cidade de Bissau. Descreve-a assim Flora Gomes: «Vi Bissau rejuvenescer, quase diariamente contra a vontade dela. Vi-a mudar de forma, de dimensão de papel. Ouvi-a mudar de língua, de sonho e de destino. Enfim, senti-a conforme o tempo passava, mudar de ritmo».Mudar o ritmo africano? Por algum bom motivo com isso chocado, Flora Gomes resolve dar a ver a coisa como comédia, ou, como outros a vêem, como melodrama romântico. «África não é só aquela que chora, mas a que ri e chora.
Cenário: Flora Gomes - Mitarbeit I. Cesar D. Lang, Mr. Rambout Barce
Edição: Dominique Paris, Anita Fernandez Adriano Gomes Ferreira Música
Imagem: Dominique Gentil Son Pierre Donnadieu
Produção: Vermedia (Portugal), Cooperativa Cultural Arco-Iris (Guiné-Bissau), Eurocreations Productions (FR)
Tempo de duração: 97 min.
Atores: Maysa Marta Yonta
Zé Pedro Dias
Antonio Simao Mendes Vincente
Mohamed Lamine Seidi Amilcar
Dina Vaz Mana
Bia Gomes Balido
1994 – A Máscara
Sinopse: Dê uma olhada no carnaval da Guiné-Bissau em todo o seu esplendor cultural e toda a sua criatividade. O carnaval sempre foi percebido como um grande festival popular. O segredo em torno da fabricação das máscaras e das operações de espionagem testemunha a vontade de todos apresentar as melhores criações possíveis. Bartolomeu, reconhecido como o melhor artista-criador em Bissau, tem ideias um tanto inovadoras para o carnaval. Por causa dessas novas ideias, ele foi expulso do seu grupo habitual. No entanto, ele conseguiu integrar outro grupo e, ao distrair a atenção dos espiões, consegue criar a máscara que dará a vitória ao seu novo grupo.
Tempo de duração: 22 min.
Diretor: Flora Gomes
Fotógrafo: Dominique Gentil
Texto: Manuel Rambout Barcelos
Editor: Dominique Paí ris
Máscaras: Carlos Barros
1996 – Po di Sangui (Mostra Competitiva Cannes, 1996, Tanit de Prata Cartago, 1996)
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Sinopse: Na África, no vilarejo de Amanha Lundgu, existe uma tradição. Quando as crianças nascem no local, existe o costume de se plantar uma árvore, para que elas cresçam junto com as pessoas, acreditando assim que essas árvores representam a alma dos habitantes do local. Dia após dia, árvores são cortadas e o vilarejo se encaminha rumo à aridez.
Cenário: Flora Gomes, Anita Fernandez
Montagem: Christiane Lack
Música: Pablo Cueco
Imagem: Vincenzo Marano Son Pierre Donnadieu
Produção: Arco Iris, Cinétéléfilm, SB Films, Les Matins Films
Tempo de duração: 95 min.
Atores: Ramiro Naka - Dou
Edna Evora - Saly
Bia Gomes - Antonia
Adama Kouyate - Calacalado
Dadu Cisse - Puntcha
Dulcenia Bijanque - Luana
Djuco Bodjan - N`Tem
2002 – Nha Fala
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Sinopse: Antes de partir para a Europa para estudar, Vita, uma jovem africana, promete à mãe que jamais cantará, pois uma maldição que se abate sobre a sua família determina que qualquer mulher que ouse cantar morrerá amaldiçoada. Em Paris, Vita conhece Pierre, um jovem e talentoso músico por quem se apaixona. Transbordando alegria, Vita liberta-se finalmente e canta, deixando-se convencer por Pierre a gravar um disco, que se torna um sucesso de vendas imediato. Temendo que a mãe descubra que quebrou a promessa, Vita decide voltar a casa… para morrer! Com a ajuda de Pierre e Yano, Vita encena a sua própria morte e ressurreição, para mostrar à família e amigos que tudo é possível, se tiverem a coragem de ousar.
Tempo de duração: 110 min.
Roteiro: Flora Gomes, Franck Moisnard
Edição de filme: Dominique Paris
Trilha sonora: Manu Dibango
Cinematografia: Edgar Moura
Produção: filme Fado, Les Films de Mai, Samsa Film
Atores: Fatou N- Diaye - Vita
Jean- Christophe Dollé - Pie
Angelo Torres – Yano
Bia Gomes – mãe
Jorge Biague – mito
Carlos Imbombo - caminho
Danielle Evenou - A mãe de Pierre
François Hadji-lazaro – O pai de Pierre
2007 – As duas faces da Guerra, co-realização com Diana Andringa
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Sinopse: Mas não são essas as únicas “duas faces” desta guerra: mais curioso é que, para lá do conflito, houve sempre cumplicidade: “Não fazemos a guerra contra o povo português, mas contra o colonialismo”, disse Amílcar Cabral, e a verdade é que muitos portugueses estavam do lado do PAIGC. Não por acaso foi na Guiné que cresceu o Movimento dos Capitães que levaria ao 25 de Abril. De novo duas faces: a guerra termina com uma dupla vitória, a independência da Guiné, a democracia para Portugal. É esta “aventura a dois” que é contada pelas vozes dos que a viveram.
Com os testesmunhos de: Chico Bá, Paulo de Jesus, Filinto de Barros, Agnelo Lourenço Fernandes, Sulei Balde, Carlos Sambú, Amílcar Domingues, António Iria Revez, Teresa Barbosa, entre outros.
Tempo de duração: 105 min.
Autoria: Diana Andringa e Flora Gomes
Realização: Diana Andringa e Flora Gomes
Narrador: Diana Andringa e Flora Gomes
Imagem: João Ribeiro
Som: Armanda Carvalho
Montagem: Bruno Cabral
Secretariado de produção: Isabel Mendes
Produtor: Luís Correia
2011 – Republica di Mininus
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Danny Glover no filme “República dos meninos”
Sinopse: Em África existe um pequeno país que os adultos abandonaram. As crianças organizaram-se e a Republica di Mininus tornou-se num estável e próspero país. Mas existe um problema, as crianças não crescem...
Ficha Técnica:
Realização: Flora Gomes
Argumento: Franck Moisnard / Flora Gomes
Música: Youssou Ndour
Diretor de fotografia: João Ribeiro
Som: Pierre Donadieu
Montagem: Dominique Pâris
Direção de produção: Jacques Arhex / Joana Synek / Marie- Noëlle
Produtores: François d’Artemare e Maria João Mayer
Ano: 2011
Gênero: Drama
Tempo de duração: 80 min.